• MAQUIAGEM
    Há 2 Anos - POR ANA FRANCO


    O uso da maquiagem é tão antigo quanto o antigo Egito. É, foi lá onde tudo começou. Os faraós consideravam a maquiagem dos olhos fundamental. 

    Era uma espécie de proteção dos olhos contra Rá, o Deus do Sol.
    No antigo Egito, a maior referência feminina ao uso da maquiagem é Cleópatra, que tomava banho com leite, cobria as faces com argila e maquiava os olhos com pó de Khol. 

    As mulheres romanas usavam máscaras noturnas, feitas com ingredientes como farinha de favas, miolo de pão e leite de jumenta 
    para melhorar e clarear a pele.

    Mas nem tudo era perfeito no mundo da maquiagem e dos cosméticos. Houve um processo de indignação masculina na Roma antiga contra esse artifício feminino e, no final do século XVIII o Parlamento Inglês recebeu a proposta de uma lei impondo as mulheres adeptas da maquiagem, a mesma penalidade aplicada as praticantes de bruxarias. 

    Porém, a despeito de toda a propaganda contra, com os desenvolvimentos científicos o ato de colorir os lábios tornou-se moda desde o século XVII.

    A sociedade dos anos 20 frequentava os cinemas que exibiam filmes produzidos em Hollywood e astros como Rodolfo Valentino, Gloria Swanson e Mary Pickford eram imitados em trejeitos e maquiagem.

    Os cosméticos passaram a ser um produto de uso geral no século XX. Paris promove uma verdadeira revolução na história do batom, quando este passou a ser vendido embalado num tubo e vendido em cartucho. 

    Surge Marilyn Monroe, exibindo maquiagem clara e os lábios vermelhos intensos, o que ressaltava sua feminilidade e sensualidade.

    Durante a Segunda Guerra Mundial a maquiagem era improvisada com elementos caseiros, e alguns fabricantes se limitavam a recarregar as embalagens de batom, já que todo o metal disponível era utilizado na indústria bélica.

    Os anos 50 trazem de volta os cosméticos e a beleza feminina passa a ser tema de grande importância. 
    A maquiagem voltava à moda, valorizando o olhar, realçando a linha dos lábios e a palidez da pele.

    Chegam os anos 60 e uma explosão de juventude toma conta do mundo da moda e dos cosméticos.
     A maquiagem era essencial e feita especialmente para atingir o público jovem. As características dessa época são os olhos bem marcados e os lábios bem claros.

    Surgem novos modelos de embalagens, como as caixas e estojos pretos de Mary Quant, que já vinham com lápis, pó, batom e pincel.

    A década de 70 traz de volta as cores da maquiagem. A cada nova coleção de um famoso estilista, era lançado um novo tom de sombra 
    e uma nova cor de batom. 

    As fórmulas evoluídas para cosméticos pigmentados surgiram no final da década de 80. Fórmulas baseadas em tecnologia de vanguarda, protetores solar, controle de envelhecimento.
    A indústria de cosméticos passa por uma nova revolução, aliando propriedades para garantir a beleza das consumidoras. 
     
    A partir daí, o benefício provocado pelos cosméticos ganha uma importância fundamental, aliado ao uso de produtos da natureza e ecologicamente corretos.

    A indústria cosmética de hoje cria produtos que colorem, tratam, limpam, perfumam, protegem a pele e os cabelos.

    E a evolução não deve parar. Estamos entrando em uma nova fase, a da beleza inteligente, onde cada individuo deve procurar encontrar seu equilíbrio na roupa, cheiro e cor.
     

     
     
     
     

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