• HISTÓRIA DA MODA
    Há 3 Anos - POR ANA FRANCO


    Desde que o mundo existe inventa-se moda. O homem das cavernas usava as peles de animais para se proteger do frio e não tinha ainda consciência de moda. Mas tinha lá o seu estilo.Cleópatra é um ícone da história, lançando moda como as dos olhos muito destacados na maquiagem.
    Depois passamos pela nobreza, com seus vestidos enormes, babados e muitas anáguas.

    Vamos avançar na história e chegar aos anos 20, era das jazz-bands e das melindrosas. Astros como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks faziam sucesso em Hollywood com seus cabelos gomalinados. Atrizes famosas como Gloria Swanson e Mary Pickfor tinham suas roupas copiadas pelas mulheres.Na moda dos anos 20 a silhueta da mulher era tubular, os vestidos curtos, leves e elegantes.

    Estilistas como Coco Chanel com seus cortes retos, blazers, colares compridos e um modelo de mulher feminina fazem parte dessa época. Outro grande nome foi Jean Patou que criou coleções na linha sportwear.
    No Brasil a Semana de Arte Moderna de 1922 foi o grande acontecimento cultural.

    Mas, como tudo que é bom dura pouco, a queda da Bolsa de Valores de Nova York provoca uma grave crise econômica mundial. Os anos 30 são marcados por esse começo, que se reflete na moda. As formas do corpo feminino são redescobertas através de uma refinada elegância, mas sem ousadias.

    Cabelos compridos, saias longas, vestidos justos e retos. A moda dos anos 30 descobre o esporte e a vida ao ar livre. As mulheres eram magras, bronzeadas e o modelo de beleza era Greta Garbo, com visual sofisticado.
    Surge Salvatore Ferragamo, um dos principais criadores de sapatos, que começa a usar materiais mais baratos como cânhamo, palha e os primeiros materiais sintéticos.
    O final dessa década é marcado pela aproximação da Segunda Guerra Mundial.

    Na década de 40, Paris ocupada pelos alemães, já não contava com os grandes nomes da alta costura que fecharam suas maisons.
    A moda, no entanto, sobreviveu à guerra.

    O estilo era militar, utilizando materiais alternativos como a viscose, o raiom e as fibras sintéticas.
    Na Grã-Bretanha, o Fashion Group of Great Britain comandado por Molyneux, criou peças de vestuário para produção em massa.
    O corte era reto e masculino, e se usava ombreiras e cinturões. Os tecidos eram pesados e resistentes. As saias eram curtas e as calças compridas. As meias finas deram lugar as meias soquete.
    Os estilistas dessa época são Nina Ricci, Jacques Fath e Marcelo Rochas.  

    No pós-guerra, o francês Christian Dior apresenta uma coleção de saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de saltos altos, o chamado “new look”, com a volta do luxo e da sofisticação, depois do período de racionamento.   

    E é esse look glamouroso e sofisticado que vai permanecer na década de 50, com as mulheres exibindo uma silhueta extremamente feminina, abusando de acessórios como peles e jóias.

    O padrão de beleza tem seus ícones em Grace Kelly e Audrey Hepburn, assim como o estilo sensual e fatal de Rita Hayworth e Ava Gardner.
    Mas os maiores símbolos de beleza dos anos 50 eram Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, que misturavam ingenuidade e sensualidade.
    Foi o apogeu da alta costura, com nomes importantes na moda como Balenciaga, Givenchy e Pierre Balmain.
    A música era o rock and roll e a juventude americana buscava sua própria moda. Surge o estilo colegial, composto de saias rodadas, calças cigarrete, sapatos baixos, suéter e jeans.  
    O astro rebelde James Dean enlouquecia as mocinhas com seu blusão de couro e jeans. A moda descobre que o jovem é um grande filão de consumo, ainda inexplorado.
    Os anos 60 trazem essa explosão de juventude, transformando radicalmente o mundo da moda. O comportamento de cada um passa a ditar a sua moda. Surgem produtos específicos para os jovens e a moda era não seguir nenhuma moda, sinal da liberdade que era o que mais desejavam os jovens da época.
    A grande vedete da moda foi a minissaia, criação da inglesa Mary Quant. A moda das ruas, a street wear, passa a influenciar estilistas como Courrèges e Yves Saint Laurent. A coleção de Courrèges tinha roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas, roupas metálicas e fluorescentes. Já a coleção de Saint Laurent tinha tubinhos com estampas psicodélicas. Paco Rabanne cria as roupas usando alumínio, estilo que o consagra até hoje.
    A chegada do homem à Lua marca o final dos anos 60 assim como o show de rock Woodstock, reunindo cerca de 500 mil pessoas em três dias de sexo, drogas e rock em roll.  
    O visual hippie marca a década de 70. As calças boca de sino, batas indianas, vestidões, lenços, franjas nas bolsas e cintos, camisetas coloridas ou manchadas, óculos redondinhos e faixas nos cabelos.
    Os cabelos eram black power, estilo Jackson Five, com muitas cores e brilhos.  O grande símbolo dessa época é John Travolta em "Os Embalos de Sábado à Noite", de terno branco, calça boca de sino e golas enormes e pontudas.
    Ao contrário do paz e amor da década de 70, os anos 80 chegam pregando o amor ao dinheiro e ao consumismo. Minimalismo e exagero são as marcas dessa época, tanto na música quanto na moda, cinema e economia.
    É o auge da série Miami Vice, de astros de óculos Ray Ban e dos milionários de Dallas, expoentes do luxo e da riqueza. Madonna, The material girl é o grande símbolo dessa década ao lado de Michael Jackson. Nos cinemas o que se vê é Star Wars (Guerra nas Estrelas), Flashdance e Fame.
    As marcas mais quentes são Reebok, Nike e Adidas. O culto ao corpo e a moda fitnesse invadem as ruas e as academias. O feminino e o masculino se fundem na moda. O homem também ousa e usa cores e moda.
    Na última década do milênio, anos 90, muito do que já se viu na moda serve de inspiração. Os grandes estilistas vêm da Inglaterra e Bélgica. Surgem nomes como Prada, Versace, Dolce e Gabanna e Gucci.
    A moda exige corpo de modelo. Braços e pernas finas, magérrimas. As saias cobrem os joelhos e as calças se consolidam. O busto feminino é realçado em decotes e transparências. Seios turbinados por silicone estão na moda.
    O século 21 traz a customização na moda. A moda tem a cara e o jeito de cada um, é personalizada, assim como uma volta ao artesanal, ao produto feito um a um. Os homens têm intimidade com o universo da estética. Os metrossexuais conhecem produtos para cabelo, sabem combinar o sapato com o cinto e a cueca com a meia.
    Os produtos cosméticos não agridem a natureza, pelo contrário, estão cada vez mais associados a ela.
    O que importa é ter estilo, assumir seus pontos fortes e fracos e fazer desses últimos o seu charme, o seu diferencial. Atitude é definitivamente a palavra da moda.  

     
     

     

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